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Faço uma pequena mudança no blog com o objetivo de deixá-lo mais leve. Pretendendo dar vida a este espaço que por um bom tempo deixei abandonado. Para tanto, não irei publicar apenas meus trabalhos, mas também obras de autores que admiro e que fazem parte de minha formação de leitor. Trabalhos que, sem dúvida alguma, influenciaram o meu fazer poético. E, certamente, continuarão contribuindo para minha formação de escritor. Criarei, a partir de hoje, três sessões:

1 - GENEALOGIA - que consistirá na apresentação de poesias, textos e trechos de autores que admiro e que fizeram sentido para mim, segundo o meu gosto.

2 - NOTÁVEIS - terá como foco autores contemporâneos espalhados pela web, que como eu, divulgam o seu trabalho literário através de sites, blogs e revistas literárias.

3 - ESCRIVANINHA - onde irei apresentar meus escritos.

estas sessões se encontrarão dispostas em um mesmo post com marcadores para os autores apresentados, de forma que facilite a busca por textos publicados. Começarei a publicar desta forma a partir de hoje; inaugurando a nova fórmula que usarei para este blog. Abraços a todos os leitores. Paz e Literatura sempre!


1 - GENEALOGIA


Mario Quintana, escritor e poeta, gaúcho de Alegrete, nasceu em 30 de julho de 1906 vivendo até 05 de maio de 1994. Tem uma obra valiosa publicada ao longo dos 54 anos dedicados à literatura com uma gama de livros de poesia, traduções, crônicas e colaborações em antologias e jornais espalhados pelo Brasil e pelo mundo afora. Quintana apresenta um estilo próprio característico de seu fazer poético, a simplicidade de seus versos é uma forma de pluralizar a realidade e trazer o leitor para dentro, envolvendo-o neste casulo que compõe dentro de si o que a imaginação transforma em Poesia.







X

Eu faço versos como os saltimbancos
Desconjuntam os ossos doloridos.
A entrada é livre para os desconhecidos...
Sentai, Amadas, nos primeiros bancos!

Vão começar as convulsões e arrancos
Sobre os velhos tapetes estendidos...
Olhai o coração que entre gemidos
Giro na ponta dos meus dedos brancos

"Meu Deus! Mas tu não mudas o programa!"
Protesta a clara voz das Bem-Amadas.
"Que tédio!" o coro dos Amigos clama.

"Mas que vos dar de novo e de imprevisto?"
Digo... e retorço as pobres mãos cansadas:
"Eu sei chorar... Eu sei sofrer... Só isto!"

(Mario Quintana - A rua dos Cataventos)


2 - NOTÁVEIS 

Ainda pelos pampas gaúchos, apresento o trabalho de Cláudio B. Carlos, poeta e escritor, nascido em 22 de janeiro de 1971, na cidade de São Sepé - RS. CC é destes notáveis que, por determinação e vontade, fazem da literatura uma luta constante contra a loucura. Viver é, certamente, estar em constante combate contra as próprias tragédias e incertezas, ou mesmo, fazer delas, aliadas na tessitura desta imensa rede que denominamos literatura. Cláudio B. Carlos vive atualmente em Santa Cruz do Sul - RS, seus escritos podem ser vistos no Balaio de Letras. Segue o texto de um livro que me foi enviado por ele já há algum tempo, mais precisamente em outubro de 2009:


O DEUS

Cláudio B. Carlos



Ele era a quem chamavam deus. E tinha à sua frente um livro. Chamava-se Livro da Vida e era de capa toda branca. O livro continha uma relação infinda de nomes de homens. Ele, o deus, quando entediado, punha-se a riscar aleatoriamente alguns nomes do livro, que depois de riscados, apareciam imediatamente escritos em outro livro, que era de capa toda negra e chamava-se Livro da Morte. O processo inverso nunca se fazia. Jamais se soube que ele tenha riscado algum nome do livro preto e que este tenha aparecido no outro. Quando ele se preparava para riscar o meu nome, tive de tomar providência: esmaguei-o sob a sola da minha sandália, pois, que já havia brincado demais.

Restinga Seca, RS, 21 de outubro de 2001

(Um arado rasgando a carne - Cláudio B. Carlos - 2005)


3 - ESCRIVANINHA

Segue agora um poema de meu livro ITINERÁRIO FRAGMENTADO:

NASCI SIMPLESMENTE

Nasci simplesmente
na arte de viver,
vou prosseguindo
luta após luta;
volto ao casulo,
estou mudo, 
sem palavra,
sem verso,
sem nada...
Sou simplesmente
namorado da lua,
poeta enclausurado
no umbigo do universo
e meus versos
são simples
como o olhar da coruja
que de cima do telhado
observa a madrugada.

Flávio O. Ferreira
(ITINERÁRIO FRAGMENTADO - 2009)

É com alegria que saúdo-vos, leitores, e agradeço pela visita!
Sejam sempre bem-vindos a este espaço.

Comentários

  1. Amigo!

    Grato pelo carinho.

    Grande abraço.

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  2. Parabéns pela postagem! O Cláudio merece!

    Abraço.

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  3. Meus amigos de João Monlevade são maravilhosos, hahahaha.

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Abraços.
Flávio O. Ferreira

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