Dos quereres e do espanto


Dos quereres e do espanto

sob o manto escuro da noite
vem teu corpo em meus assombros
privilégios feitos de açoites
forçar-me o fardo sobre os ombros

ante prazeres e desconfortos
o gozo singelo de um coice
a ceifar-me o peito a foice
de quereres absortos

do céu ao chão reluz febril
a inconstância de suas tranças
aos nossos olhos o teu ardil
inveterado feito dança
transpõe as chamas em acalanto
num último grito de espanto.


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