Poeminha triste.

O poeta descansa, adormecido dos problemas cotidianos,
Enquanto a cidade desperta submersa em caos e lama.
No ancoradouro da memória um sonho silente pede passagem
Mas não há vento que infle a vela e impulsione as palavras
Que anseiam por marés cheias de versos e poesias.

A cidade amanhece alagada, ribeiras a descer encostas,
                                                           [soterrar corpos.
Enquanto o poeta refestela, alheio as coisas cotidianas.
No peito um coração arfando desespero por um vazio infecundo;
De velas abertas, à espera de um vento favorável, as palavras
Submergem aflitas em um poema sem sentido.

O poeta desperta sob a lama, infecto alheamento,
Enquanto a cidade adoece gangrenada por enchentes.
O poema irrompe sortilégios sobre aquele que o nega;
Sob uma tempestade de palavras, um barco à deriva
Leva a notícia do caos que assombra a cidade.

Comentários

  1. O poeta pode transformar qualquer dia em poesia! Lindo, Xuxu! Beijinhos

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  2. Obrigada. Não acho que meus textos sejam tão bons, mas espero chegar lá, quem sabe um dia escrever com perfeição.
    Sou totalmente a favor do seu ponto de vista, amar é realmente muito bom, mas quando acontece.
    Gostei do seu texto é uma mistura de poema com o dia-a-dia, perfeito. É essa perfeição que busco. Parabéns pelo dom.
    Beijos e obrigada pelo comentário, vamos manter contato.

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  3. Mas me conta por que do título: Misantropia?
    Você odeia a humanidade de uma forma generalizada, mas me conta por que, se for isso?
    Beijo.

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  4. eu anseio uma vida com mais poesia.
    é importante, por mais q muitos não pensem assim. bom ler seus poemas. abrço

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  5. Olá meu querido Fávio, muitas saudades, vim te convidar pra dar uma passadinha nos meus blogs, e em especial no HANUKKÁ, SE´R UM PRAZER VÊ-LO EM CASA,BEIJOS COM CARINHO.
    BLOG http://hanukkalado.blogsport.com, http://valvesta.blogsport.com/
    xero, voltarei com mais tempo, o dever me chama(fazer almoço!)

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