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Sabe, queria te escrever dizendo que estou feliz por você. Que minha alma se alegra por ver que encontraste teu caminho, no entanto, me faltam palavras. Falta-me tudo que tenho, ou tinha. As palavras. Estas desapareceram como larvas que se tornam borboletas e voam. Foram-se todas. Deixaram-me só. Eu e minhas lembranças que sou incapaz de escrever. Sim, meus olhos choram; não de tristeza, mas de sentimentos estranhos que não consigo nomear. Já tive tantos dissabores na vida que, a esta altura, não me martirizo mais. Sabe de uma coisa? Acho até que me apaixonei de novo, mas faltou-me coragem de dizer, faltou coragem de viver.

Por isso, vivo vagando entre um livro e outro; vivo mergulhado em histórias fantásticas que me afastam da realidade, levando-me a uma supra-realidades ampla onde me torno personagem. Vagueio no desenredo que se escreve e minha vida toma a forma estranha de um labirinto. Não saio de mim, nem de um modo peculiar que me carregue para o espaço da memória, onde as palavras são capazes de compor a mais bela canção, desencadeando ritmos que nos elevam a um estado de espírito superior a esta vida monótona a que estamos acostumados.

Sim. Eu sei que sou um sonhador, mas, quem não tem sonhos? Se ainda vivo, é por eles. É por sonhar que ainda enfrento esta vida turbulenta. Do contrário, não seria um homem, mas um monstro, um zumbi... uma pedra!

Comentários

  1. Na estravagância e beleza destas palavras ... destila-se o encanto apropriado de um sentimento nobre que ao despir-se de toda falsidade espanta a todos com a sua veracidade compactada .. em sutilezas imortalidade .. amigo poeta .. maravilhoso pensamento !!!

    abraço .

    Cleber Antonio Nunes.

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