Deixa estar



Deixa estar.
Todo vendaval passa.
O que me cabe agora é o silêncio.
Serenar os ânimos,
Aplacar o desconforto,
Desvencilhar-me do infortúnio.


Deixa estar.
A vida é um vento impetuoso.
Nesta hora me cabe a dor da espera.
Os desejos amenizados,
a pálida aurora de meus sonhos
resguardada dos desencantos.


Deixa estar.
Sóbrio e em silêncio contemplo.
O crepúsculo rasga a manhã
Dizendo-me baixinho
Que viver vale a pena.
Resignado, aceito seus sussurros.

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Abraços.
Flávio O. Ferreira

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