Poesia

Paul Celan


Eu me perdi no pó durante a caminhada...
hoje, descaminho pelo vão da estrada!

Paul Celan cristalizou-se intuitivo,
o Sena levou-o em sufocante abraço.

Eu, aos gritos, vejo a poesia sufocada,
meu ato de contrição indolente.

As sombras carregam Celan Paul, forçam-no a cavar
seu próprio túmulo, sufoco do tempo, silêncio.

Assim o tempo é mais tempo,
e meu tempo é ampulheta imprecisa.
Sorrio um sorriso escasso e tímido

metade de mim grita um silêncio desmedido
e os outros pedaços estão expostos na calçada.

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