Poema Insano


Estou doente
...................da mente
..................................demente –
“um mosquito bêbado no mictório”
tentando descobrir caminhos
descaminhos em labirintos de silêncio.

Estou demente
......................da mente
....................................doente –
e uma certeza constante que “a arte
é uma enfermidade” a corroer
os ossos, a alma e o metal das grades
do sorriso dos espíritos lúcidos.

Estou doente
...................da mente
.................................demente –
vivendo a acreditar em mentiras
entusiasta de lutas vãs, vacilos
que forjam enigmas
...............................sem desvelar
mistérios – “o mundo é mais complicado
que as palavras” que voam soltas:
“escrita que nos salva da loucura”.

Estou demente
.......................da mente
.....................................doente –
em sã consciência da insanidade:
sou lobo fugido, cão sem dono
danado sem lua,
........................“enterrando
imaginação e lembranças”
profanando os versos
regurgitando esperanças.


(*) Poema Segundo colocado no I Concurso Literário do Instituto Solar de João Monlevade




Comentários

  1. Anônimo3:08 PM

    Parabéns pela premiação.
    Você merece.... e muito!
    Sempre torço por ti.

    um abraço Alegria
    Florzinha/Morena

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  2. Pois é, meu caro, somos os tais assombros que expelimos pelas linhas. Quiçá a poética nos liberte de nossas loucuras!!

    Saudações culturais!

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  3. Olá, tudo bem?
    Bom te ler, sabia? Muito bom!
    Beijo e bom fim de semana*.*

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  4. Camarada, parabéns pela colocação expressiva no concurso! Fico feliz com o amadurecimento de sua poesia. Espero poder comemorar contigo muitos outros prêmios! É isso aí!

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  5. Parabéns pelo poema .. Realmente está lindo demais .. Muito criativo .. Obrigada pelas suas mensagens que alimentam o coração ..
    Beijins

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  6. Caríssimo, a quantas andas?

    Esse poema seu me lembra algo que escrevi, mas que, por ironia, não me lembro o que é. Pode até ser algo que está em meu blog. Mas minha mente me falha quando dela necessito, em momentos inoportunos. Mas não tem problema. Na verdade, o que quero dizer, é que é bom ver que às vezes estamos em sintonia, como em "Cataventos".

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  7. Caríssimo, a quantas andas?

    Esse poema seu me lembra algo que escrevi, mas que, por ironia, não me lembro o que é. Pode até ser algo que está em meu blog. Mas minha mente me falha quando dela necessito, em momentos inoportunos. Mas não tem problema. Na verdade, o que quero dizer, é que é bom ver que às vezes estamos em sintonia, como em "Cataventos".

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  8. Parabéns pelo teu trabalho Flávio...
    Um brinde a tua poesia...

    Abraços
    Rogerio Santos

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  9. Anônimo6:32 PM

    Flávio!!!
    Que linnnndo! PARABÉNS! PARABÉNS! PARABÉNS!
    Eu, que sou por demais racional, jamais conseguiria exprimir-me de forma tão intensa.

    Belíssima leitura!

    Bjus!

    Gi!

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  10. Caro Flávio,

    Explorando... encontrei esse belo poema. Expressivo. Parabéns. Sigamos, companheiro... Que a estrada é longa e "há muito muros para derrubar..outros para construir..."

    Consideraçoes,


    Lualves

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