poesia no escuro

houve um tempo em que a esquina
quebrava a rua
me dobrava ao meio
me quebrava inteiro
sem quebrar o compasso
de um passo alucinado

os caminhos percorridos
se multiplicavam em passos tontos
em passos tantos
em passos tortos
que mal podia compreender

relatei banalidades
não quis nem céu
nem inferno
apenas uma vida comum

preferi caminhar a ter o passo veloz
de quem precisa chegar logo
queria um andar descompromissado
sem medos ou derrotas

Vitórias vãs

nada é tão perene quanto a morte,
nem a vida.

Comentários

  1. cássio amaral10:03 AM

    Bom poema brother!!!
    Interrogações existenciais muito profundas.

    Abração.

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  2. Belo tema, belo poema...Um grande beijo.

    ResponderExcluir
  3. A vida e a morte, e o esperar por cada uma delas...Belo poema!
    Abraços

    ResponderExcluir

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