Noturno


Das grinaldas da noite
a relutância de um coração
ardido...
Olhos em lágimas,
observando os ornamentos
do manto azul
que se estendia
pela imensidão...
Ao centro,
uma lua redonda,
derramando seu mênstruo
prateado
sobre nossas cabeças...
E as estrelas,
semi-apagadas
riam-se dos vaga-lumes
que de cá as imitavam...

E no jardim
as rosas murchas,
as folhas mortas...

E sobre as pautas
nenhuma pergunta,
nenhuma resposta...
Simplesmente versos vazios,
falando da noite,
das rosas
e desta solidão incessante!

Do livro: "Cata-ventos, o destino de uma Poesia" do autor Flávio Otávio Ferreira

Comentários

  1. No mes que vem vou comprar seu livro, me aguarde

    beijos

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Flávio O. Ferreira

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